Como adquirir um seguro para um carro comprado em leilão

Existe um mito que carros comprados em leilão não podem ter seguro. A verdade é que é possível sim segurar um carro adquirido em um leilão. O processo para conseguir um seguro pode ser um pouco mais complexo, mas ainda assim é completamente possível fazer um seguro de um carro comprado em leilão. Então veja abaixo tudo sobre como segurar um carro de leilão.

A origem dos carros de leilão

A origem dos carros é um ponto importante na hora de segurar um veículo de leilão. Isso porque a origem está diretamente relacionada com a condição dos veículos.

Existem veículos que são leiloados através de recuperação de financiamento ou renovação de frotas de empresas e montadoras. Esses veículos geralmente estão em bom estado, sendo mais fácil conseguir um seguro.

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Também existem veículos recuperados pelas próprias seguradoras. Um veículo que foi recuperado de perda total pode ser leiloado. Veículos que sofreram colisões médias também são comuns. Esses carros geralmente são marcados como “sinistro recuperado”. Existem também carros com sinistros leves, que não tem tanta influencia na hora de segurar o veículo.

Carros recuperados de roubos e furtos também são leiloados, com a nomenclatura de “sinistro de indenizado”. Os casos mais comuns são quando os veículos são recuperados pela seguradora após o pagamento da indenização ao dono.

Veículos apreendidos pelo governo são presença constante em leilões, como o leilão do DETRAN e o leilão da Receita Federal.

Além disso, pessoas físicas podem leiloar o próprio veículo, mas essa prática não é muito comum.

Como segurar um carro de leilão

É possível segurar veículos de leilão.

 

Para começar, como já falamos no nosso artigo sobre as vantagens e desvantagens de se comprar um carro em leilão, a seguradora não pode simplesmente recusar fazer o seguro porque o carro é originado de um leilão. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, artigo 39 inciso IX, as seguradoras não podem recusar o serviço sem uma justificativa válida. Assim, para que um veículo seja recusado, ele deve ser reprovado em uma vistoria. Além disso, não podem ser cobradas taxas abusivas por se tratar de um veículo de leilão

Desse modo, caso você queira segurar um carro de leilão, certifique-se de que ele esteja em bom estado, para passar na vistoria. O veículo deve também ter o laudo de inspeção veicular do DETRAN atualizado. Se essas duas variáveis estiverem em ordem, é bem provável que o seguro seja aprovado.

É importante ressaltar que somente a origem do veículo não é o único ponto que as seguradoras consideram na hora de avaliar o seguro. Isso porque também são consideradas todas as variáveis que são utilizadas na hora de avaliar o seguro de um veículo comum. Desse modo, questões como o perfil do condutor também devem ser levadas em conta.

Assim, para conseguir um seguro, além de ser aprovado nas vistorias, é interessante que o condutor tenha um bom perfil. Se a área que o veículo circula tiver um histórico muito grande de roubos de veículos, o seguro também pode ficar mais difícil, ou pelo menos bem mais caro.

Pesquisar bastante e entrar em contato com vários corretores é essencial para conseguir um bom seguro. Além disso, aceitar seguros parciais ou que não cubram 100% da tabela FIPE também são boas alternativas para facilitar o processo.

Seguros e porcentagem da Tabela FIPE

A seguradora pode não cobrir 100% do valor da tabela FIPE do veículo, dependendo de alguns fatores. Se um carro foi recuperado de perda total, dificilmente o seguro cobrirá 100% da tabela FIPE. É possível que cubra, mas isso depende de vários outros fatores, como perfil do condutor e área que o veículo circula.

Existe uma explicação lógica para isso. Por exemplo: uma seguradora recupera um veículo e leiloa o mesmo. O novo dono arremata o veículo por um valor 30% menor que o da tabela FIPE. A seguradora então não vai querer cobrir 100% da tabela FIPE desse veículo, já que ele foi arrematado por um valor bem inferior.

Veículos recuperados de sinistros grandes os médios são desvalorizados, então é possível que a cobertura do seguro seja de 75% a 90% do valor da tabela FIPE. Isso porque, além da desvalorização, é possível que uma nova colisão do veículo resulte em danos maiores, devido aos sinistros anteriores. Isso representa um maior risco pra seguradora, de modo que ela pode cobrar mais caro por esse risco ou diminuir a cobertura do seguro.

Veículos recuperados de financiamentos, de renovações de frota ou com sinistros leves geralmente resultam em processos mais simples. Como o risco para a seguradora é menor, o valor do seguro costuma ser mais baixo e a cobertura costuma ser maior.

Conclusão

Veículos comprados em leilão podem sim ter seguros. Caso uma seguradora recuse o serviço somente pelo fato de o veículo ser de leilão, acione o PROCON de sua cidade. Valores abusivos também devem ser denunciados.

Existem diversos fatores que podem influenciar no seguro, tanto para carros de leilão como para carros comuns. O principal deles é o perfil do condutor. Para carros de leilão, a origem do veículo é determinante. Um carro recuperado de perda total é completamente diferente de um carro recuperado de financiamento. Assim, é difícil encontrar um seguro que cubra 100% da tabela FIPE para qualquer veículo de leilão, mas não é impossível.

É importante fazer uma pesquisa extensiva, com várias seguradoras e vários corretores. Isso vai, além de facilitar a obtenção do seguro, baratear o valor do mesmo. Fique atento também à reputação da seguradora e do corretor. Isso porque é comum serviços de proteção veicular serem vendidos como seguro, mas os serviços são diferentes.

As vistorias são determinantes para aprovação do seguro, tanto a da seguradora quanto a do DETRAN. Ter carro com todas obrigações em dia e em bom estado, são essenciais na hora de contratar um bom seguro.